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Cartografia

A Carta Militar de Portugal, ou melhor, cada uma das mais de 600 folhas que a compõem, é um conjunto impressionante de rigorosa informação que nos permite orientar-mo-nos com grande facilidade no terreno. É como um mapa normal, mas com muito mais pormenores.

As cartas topográficas são editadas, normalmente, a uma escala de 1:25.000, o que significa que 1 cm na carta topográfica equivale a 250 m no terreno, na realidade, ou que 1 km no terreno corresponde a 4 cm no terreno.

O topo da folha está sempre orientado para o Norte.

Três Nortes?

Em cartografia podemos distinguir 3 Nortes distintos:

.O Norte Geográfico é o Pólo Norte, o verdadeiro Norte; o Norte Cartográfico é na direcção para onde estão orientadas as linhas verticais da carta (no nosso país, o seu desvio em relação ao Norte Geográfico é tão pequeno que o podemos desprezar). O Norte Magnético é o ponto para onde todas as agulhas das bússolas apontam.

Ao desvio entre o Norte Magnético e o Norte Geográfico dá-se o nome de Declinação Magnética (DM). Em Portugal a DM, é actualmente, cerca de 6,4º W, ou seja, a bússola aponta numa direcção que está 6,4º desviada para a esquerda do Norte Geográfico.

O valor da DM calcula-se com base nos dados apresentados no topo do lado direito da carta

Os símbolos da carta topográfica

Ao fundo da carta, é apresentada a Legenda. A legenda apresenta o significado de todos os símbolos utilizados na carta topográfica. Ao centro da legenda são apresentadas algumas informações importantes, como:

Para compreendermos a quantidade de informação que nos é apresentada numa carta topográfica, convem sabermos o código de cores que é utilizado nas mesmas:

Sépia
(castanho claro)
  • curvas de nível: linhas imaginárias que unem pontos de igual altitude;
  • vértices geodésicos (com a indicação da sua altitude): pequenos pilares de cimento pintados de branco e preto e colocados no topo de elevações ou construções (como moínhos de vento ou depósitos de água);

Azul

  • cursos de água, barragens, lagoas, poços, fontes ou nascentes;
  • linhas de alta tensão;

Vermelho

  • estradas asfaltadas;
  • nomes dos vértices geodésicos;

Preto

  • estradas não asfaltadas, caminhos ou trilhos estreitos;
  • aglomerados populacionais e seus nomes (toponomia);
  • acidentes geográficos: como rochedos;

Verde

  • tipo de vegetação do local (informação não rigorosa).

O declive do terreno

As curvas de nível permitem-nos determinar facilmente o declive (ou inclinação) do terreno:

Orientar uma carta topográfica

A carta topográfica de pouco nos serve se não conseguirmos, ou não soubermos, associar os pontos representados na carta aos pontos reais no terreno. Orientar a carta topográfica é colocá-la de forma a que os símbolos representados na carta fiquem na mesma posição relativa que os pontos que representam no terreno.

Ou seja, se estivermos diante de uma estrada, a carta estará orientada, se a estrada na carta topográfica estiver paralela à estrada no terreno. Outros pontos de referência, fáceis de identificar na carta e no terreno e, portanto, úteis para a orientação da carta, são: os cabos de alta tensão, cursos de água de razoável dimensão ou os vértices geodésicos.

Orientar a carta com uma bússola

Para orientar a carta com uma bússola, coloca-se a bússola sobre a carta e roda-se a carta até que as linhas verticais (as que apontam para o Norte Cartográfico) façam um ângulo igual à DM com a agulha da bússola.

Azimutes

Um azimute é o ângulo entre a linha que une o ponto em que nos encontramos e o ponto para onde nos dirigimos e a linha N-S. É utilizado para transmitir a localização de um ponto na carta, a partir de outro ponto.

A figura seguinte pretende representar parte de uma carta. Imagina que estás no ponto A…

As linhas a tracejado são as linhas imaginárias que unem o ponto A ao moínho, à igreja e ao ponto B.

Os azimutes desses pontos são os ângulos que essas linhas fazem com a linha Norte-Sul. Esses ângulos podem ser medidos com um transferidor, ou utilizando a graduação da própria bússola.

Como podes ver os azimutes da igreja e do ponto B são iguais. Logo, podemos concluir, que a indicação do azimute não é suficiente para identificar determinado ponto. Para isso temos que indicar a distância do ponto a partir do qual tiramos o azimute.

Podíamos dizer que a distância entre o ponto A e a igreja eram 2 cm e do ponto A ao ponto B seriam 3 cm, o que corresponderia no terreno (se a escala fosse 1:25.000) a 500 m para a igreja e a 750 m para o ponto B.

Vamos supor que o ângulo entre a linha que une o ponto A ao ponto B e a linha era 45º. A mensagem a pedir para te deslocares para o ponto B, a partir do ponto A, podia ser qualquer coisa como:

desloca-te para o ponto que está a 750m no azimute 45º

Se recebesses a mensagem:

identifica o ponto que está a 500m no azimute 45º?

A resposta correcta seria: a igreja matriz.

 

Na posse destes conhecimentos e de alguma experiência, não terás qualquer problema em seguir um caminho marcado numa carta topográfica. Boas caminhadas.

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